Olá Piatã, vamos la entao começar!

Teve fases no processo, e a coisa foi mudando bastante ao longo desses quase 20 anos. Minha familia por parte da mãe é quase tudo músico (tios e avos e primos), já morreram todos, e por parte do pai é tudo advogado ou juiz de direito. Em musica trabalhei em Porto Alegre e Rio Grande do Sul, aqui sou bem conhecido, mas fiz alguns poucos shows em: Florianopolis, Curitiba, São Paulo, João Pessoa, Maceió. Atualmente eu me dedico em estudar livros de José Ramos Tinhorão, para contar a história da música popular, de como surgiram os primeiros gêneros de música autêntica do Brasil, modinha, lundu, maxixe, coco de embolada, samba de roda, entre outros, e no espetaculo eu vou tocando canções que ilustram a história. Essas canções eu selecionei em acervos de colecionadores 36 canções antigas, gravadas na decada de 1920 até 1940, mas que são muito mais antigas, muitas do século XIX, que foram resgatadas no começo do séc XX. Eu lancei 12 dessas canções num CD, e pretendo fazer mais dois albuns, sempre com arranjos de Marco Pereira, um mestre em violão brasileiro, pesquisador de ritmos antigos. Tenho 24 musicas arranjadas e faltam só 12. O show atualmente tem essas 24 canções. Segue abaixo uma demonstração:

Vou a Penha Rasgado (Canuto e Joao de Barro - gravação original)

Metas de curto prazo

Criar uma estrategia de venda do shows.

Criar um material de venda do show.

Entrar em agendas de casas de shows noturnas

Entrar na agenda de shows das festas municipais do Rio Grande do Sul, Festa do Pinhâo, Festa do Morango, enfim todas cidades tem suas festas anuais e contratam artistas.

Entrar nas agendas de feiras de livros do sesc e prefeituras.

Médio prazo

Entrar em agendas na região Sudeste

Longo Prazo

Gravar e lançar os outros dois CDs, CD físico ou álbum virtual, com arranjos de Marco Pereira para as 24 faixas que faltam, 12 em cada album.

Entrar em agendas de todas regiões do Brasil,

Histórico da minha carreira desde o início

Fase antiga (era uma bagaça total)

Eu era musico de bandas de rock em porto alegre, mas eu tinha criado um repertorio proprio de samba e chorinho, pois eu tava me dedicando a estudar um metodo de musica brasileira de almir chediak (escutei muito samba na infancia toda por causa do meu avô). Para estes sambas eu fiz letras em parceria com um poeta de curitiba, morei la uns anos, Marcos Prado e sua turma. Depois retornei pra porto alegre e resolvi gravar esses meus sambas de parceria com o Marcos Prado. Construí uma personagem num estilo trovador do underground , conectado à malandragem do bairro bom fim de porto alegre, o bairro boemio na epoca, anos 90.

Gravei uma fitinha demo e falei com um produtor em 1996 e levamos à midia um release falso, dizendo que eu era ex-presidiario em salvador e morava na vila bom jesus em porto alegre, pra passar uma imagem de autentico artista da ralé. Isso rendeu um impacto no submundo do underground em porto alegre e fiquei bem famoso, os locutores acreditavam que o ze do bêlo era de verdade e ficou no ar um misterio , ninguem sabia direito quem era zé do bêlo, somente eu e o produtor e os chegados. O clipe abaixo já é de quando estava bem famoso, tnha gravado o primeiro CD e distribuido por um selo independente forte aqui do Sul.

Fase intermediaria (uma bagaça de luxo)

Em 2004 fui convidado pra fazer um programa na radio, conquistei bastante audiencia, isso rendeu contratos com publicidade na TV, clientes Ambev cervejas, Motos Sundown, Operadora Tim, entre outros menores locais. Meus filmes passavam nos intervalos do jornal nacional, fantastico e novelas, isso foi até 2010, quando passei no concurso da Funai (nunca confiei em musica pra viver já tinha dois filhos pra sustentar). Abaixo segue o clipe daquela época, com faixa do CD Zé do Bêlo Salva, de 2006:

Programa Zé do Bêlo Saturday Morning Show na Ipanema FM

Fase nova (luxo sem bagaça)

Em 2010 eu sumi do Sul, fui pra Brasilia tomar posse no meu cargo na FUNAI e lá fiquei, depois aceitei remoção para o nordeste em 2014. Retornei agora esse ano com o novo CD. Esse disco eu já tinha bastante dinheiro para investir. Eu pesquise acervos de gravacoes de musica brasileira antiga, do começo de seculo XX, e separei as mais bacanas. São 36 faixas que selecionei para gravar em três discos. Fiz o primeiro "A Moda Chegando Eu Vou Ver Como É" em 2014. Muito aplaudido pela crítica, tenho materias grandes de jornal publicadas aqui no site.

Adquiri direitos de gravação das obras, contratei Marco Pereira para fazer arranjos, ele é autor de livros importantes de pesquisa de ritmos de violão brasileiro. No encarte do CD tem uma critica que o Ricardo Cravo Albin, maior colecionador e pesquisador de música popular antiga.

Esse é o trabalho que faço hoje, que não é só oshow musical, eu tambem costumo relatar histórias da época, que retiro das leituras dos livros do jornalista José Ramos Tinhorão, mas isso depende do local, o espetáculo pode combinar formato de palestra-musical.